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Antes das 4h comeca a escurecer… as 5h já é meia-noite de longa noite pela frente.
Escrito por pitercoyote às 13h15
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As personalidades se misturam, encobrem-me a um palmo sobre a terra. Ainda respiro. Posso pensar como qualquer um e ainda por mim mesmo, mas quando acontece nem me reconheco. Até que ponto posso me apropriar das idéias assimiladas nessa vida? Pode-se dizer que já sao minhas? Ou realmente ainda nao aprendi nada sozinho?
Escrito por pitercoyote às 20h35
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Escrito por pitercoyote às 14h25
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Escrito por pitercoyote às 14h19
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No final dos 3 dias as pernas ja tinham ultrapassado o estado de dor, era praticamente um extase cultural, mais ou menos como nos andarilhos ou fieis que seguem sua jornada de fe, na qual o sacrificio e necessario para que seja completa. a minha era de castelos e palacios, historia e cultura, presente e passado.
Escrito por pitercoyote às 17h35
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primeira foto de Viena, no metro.
Escrito por pitercoyote às 17h11
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6:36 da manha. Já é a segunda vez que toca o despertador. !!!. O onibus para Viena sai as 7h!Atrasado para nao perder o costume. Tenho de correr, nessas semanas já deu pra perceber que pontualidade é uma virtude húngara. Ainda fraco da torpeza do sono, coloco a mochila nas costas, pego alguns paes para a viagem e saio desajeitado pelos corredores do colégio. O ponto de onibus mais próximo fica a 5min de descida, por sorte ou alguma artimanha do destino o número 9 chega assim que dobro a esquina. Tres paradas para chegar no metro, e uma vista maravilhosa ao cruzar o Danubio pela ponte Elizabete (Erzsébet híd). Da estacao Ferenciek Tere até a Nepliget mais uma penca de estacoes e a interminavel escada rolante do metro. Wow!. 6:58. Só dá tempo de colocar a mala no bagageiro, sentar e partimos para Austria. Já em movimento, antes de sairmos da estacao, um rapaz oriental pára na frente do onibus e pede para entrar. Nao fui o último passageiro. Quase 4h depois, estamos em Viena.
Escrito por pitercoyote às 07h44
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Quarto 415. Na entrada um pequeno corredor com armários a esquerda e a porta do banheiro a direita. No comodo, um pequeno frigobar, onde se amontuam tomates, pimentoes, salames, ovos, sucos, leite e cerveja. Ao lado da geladeirinha, uma pequena mesa, ocupado já por um laptop canadense, e desse mesmo lado da parede uma cama e uma estante aberta que inclui "Homero", em ingles, e uma obra muito curiosa: "How to be a Canadian?". A direita, duas camas intercaladas por uma estante identica a outra. Nessa, a parte de cima é dominada por livros em polones, e a de baixo, em portugues; com direito também a nutella, pao, um pratinho, xicara e talheres q trouxe da minha vó. Na parede frontal, duas janelas enormes com vista para a parte interna de Buda. O pequeno banheiro sem janelas oferece apenas o necessario, a saber: latrina, pia e uma plataforma cercada por cortina de plástico, onde se encontra o chuveirinho. Os interruptores de luz ficam, geralmente, na parede de fora do comodo. Nao há duchas, é banho de chuveirinho mesmo. Duas coisas com as quais nao me acostumei ainda.
Escrito por pitercoyote às 13h06
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Peguei umas roupas da casa da minha vó e fui para a escola onde estou morando agora. Como boa vó, ela gostaria de cozinhar para mim todos os dias. E eu bem que gostaria de nao ter de comer tanto pao e salame. Mas acordar cedo, pegar um tróleibus, bonde, onibus, e ainda perder as personagens que moram no colégio, nao estavam nos meus planos. Chegando no meu quarto, nao havia ninguem, porém as duas camas arrumadas davam sinal de vida. Arrumei minhas poucas roupas e pertences no armário e passei a ler, até que me entra um careca com roupas militares, troca algumas palavras em ingles e húngaro e depois fica brincando no seu laptop a mesa. Alguns minutos depois, um polones, feito uma linguica loira, soltando um grunhido e batendo no gogó para mostrar que estava meio chapado. Esses, meus companheiros de quarto.
Escrito por pitercoyote às 08h49
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As primeiras impressoes sao as que ficam, poréem as primeiras palavras nao dizem muito. O som delas nao me é estranho, por isso sempre pareco entender mais do que realmente captei. Deitado na cama, os meus pensamentos estao mais confusos do que sempre. Sinto-me tonto. Agora pouco, fui atacado por palavras húngaras. Elas batiam na minha cabeca sem significado algum, roubando me o entendimento.
Escrito por pitercoyote às 16h19
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